Novos Hábitos de Consumo

Escusado será dizer que, sendo o vinho um produto sociocultural, quando a sociedade e cultura de um país muda, também se altera o consumo do vinho. É o que está a acontecer agora em Portugal e um pouco por toda a Europa. Desde 2023 que a queda no consumo de vinho (especialmente o vinho tinto) é uma evidência e não parece haver volta atrás.

A contribuir para o facto estão questões de saúde, de estilo de vida e também a quebra de alguns hábitos que se passavam de geração em geração: por exemplo, o clássico tinto à mesa que os mais novos iam provando. Nesta fase pós pandemia COVID-19, estamos mais isolados, procuramos conveniência e refeições rápidas. O que nem sempre pede um copo de vinho em punho.

Como vender, então, o vinho às novas gerações?

A regressar ao Mãos na Massa dois anos depois, a Sommelier e Wine Educator Teresa Gomes comenta sobre os hábitos de consumo das novas gerações e as tendências (como o vinho desalcoolizado…) que estão a dar lugar a novos normais. Como devem, então, responder os produtores?

Ouça o episódio coordenado por Bernardo Freire, Gestor de Marketing da HM Consultores.

Comunicar o vinho para mais e melhor vender

Durante muitos anos, comunicar vinho passava por mostrar a mesa de almoço, a família, e realçar as propriedades vínicas e sabores que despertava. Hoje, essa comunicação está progressivamente menos eficaz. Haverá sempre um consumidor sensível a essa comunicação, no entanto, as gerações mais novas estão cada vez mais voltadas para experiências.

Em vez de estar presente no nosso quotidiano, há muitos consumidores que reservam o consumo de vinho para momentos especiais: festas, celebrações, encontros ou dias de recompensa. Assim, os produtores devem comunicar os seus vinhos com ênfase na emoção, no contexto e na experiência que proporcionam. Por outras palavras, o vinho tem de deixa de ser comunicado como produto isolado e passar a ser apresentado como parte de um momento.

Para os produtores, o desafio é claro: construir narrativas que dialoguem com estilos de vida contemporâneos, utilizar linguagens visuais mais próximas das novas gerações e marcar presença nos espaços – físicos e digitais – onde essas experiências acontecem.

A este propósito, acredita que:

O vinho não pode ser aquele objeto sagrado, como se fosse um museu antigo; tem que ser algo acessível, algo que está ao nosso lado, tem de fazer parte da vida real.

Teresa Gomes

Em Análise: Comunicar Vinho às Novas Gerações

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